sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Coluna Luciano Eurides




FALTA RECURSO HUMANO

A partida entre Atlético e Flamengo foi muito clara a falta de uma peça no time alvinegro. O Galo corre muito, luta demasiadamente e não encontra nenhuma facilidade. Isso acontece pelo fato de faltar um jogador. Não há um volante de marcação. Pierre poderia ser, mas ele se manda para o ataque e justamente no momento mais crítico, o contra ataque, ele não está na guarda da zaga. O mesmo é o caso de Felipe Souto. Já o Serginho marca, desarma, rouba a bola e devolve para o adversário. O time tem elenco. Daniel Carvalho faz bem o trabalho do meio, Pierre e Souto são importantes na saída de bola, erram menos passes que o Serginho. Bernard tenta, e muito, mas a bola não sai com qualidade do meio campo e nem chega ao ataque. A consequência é ver Magno Alves e Weslei voltando para buscar a bola.

A sensação para nós espectadores é de um time de base. Todos vão onde a bola está. Não há liga. Tenta-se de todas as formas acertar três passes em sequência. Não é falta de qualidade, sim falta de uma peça. É necessário um jogador com a mesma importância do Dunga (quando jogador) para a seleção brasileira.

Sem esse atleta, a bola não chega com qualidade, os atacantes quando chegam na bola, as pernas não atendem o comando cerebral com eficiência e os gols são perdidos, bolas chutadas sem a menor qualidade.

Uma busca pelas categorias de base na cidade do Galo e a surpresa, não se tem notícia de um atleta com essa habilidade há alguns anos. É uma função a desaparecer no futebol, como foi os pontas (direito e esquerdo).



GUARANI TEM

O Bugre divinopolitano encontrou esse volante para dar a dinâmica, a velocidade do jogo. Tiago Carvalho é extremamente competente no desarme, passa a bola com segurança, se projeta ao ataque e chuta a gol com muita violência. Ainda uma outra qualidade é dominar a bola com o corpo já pronto para a necessária virada de jogo. Ele usa com frequência as duas alas do campo e isso facilita a projeção dos outros volantes, a recepção de bola pelo ataque e consequentemente o time tem uma fluência natural.

Carvalho é o termômetro do time. Ele dá a velocidade e a tranquilidade. Frente o Nacional recebeu apoio dos outros dez homens em campo. Sem duvida se continuar a garra, futebol solidário e o clima amigável que reina no Farião, a torcida terá muitas alegrias.



CRUZEIRO NAMORA A SEGUNDONA

Parece incrível, mas o Cruzeiro está cada dia pior. As projeções não podem ser boas pelos lados da Toca da Raposa. Todos garantem ter um elenco de qualidade, mas vejo o Fábio se matando para defender e o Montillo para marcar. Todos deixam o gramado falando que não faltou luta. As vitórias anteriores foram na base da garra? Esqueceram como fazer gol?

Acredito não ser a pouca qualidade dos jogadores e sim a reposição. Se perdeu Jonatan, Henrique, Gil, Tiago Ribeiro que foram embora e o Wallison se machucou. As entradas não foram do mesmo nível e não correspondem as expectativas de nenhum dos treinadores.

O momento é colocar a cabeça no lugar, saber se ter um rebaixamento mais perto do que muitos imaginam, entrar em um acordo de jogar para não perder e salvar o que se resta.



VOLEIBOL

Como é bom lembrar os tempos do voleibol em alto nível da cidade. Melhor ainda é saber existir um projeto para em 2012 esse tempo volte e possamos estar juntos nos ginásios da cidade. Importantíssimo o trabalho dos educadores físicos em manter acessa a chama do vôlei. Na foto o trabalho realizado na Escola Estadual Miguel Couto, campeã geral dos Jogos Escolares de Divinópolis (JED).

Volei Miguel Couto
FOTO: Luciano Eurides

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